quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

TIRO AO ALVO

- Olhe D. Rosalinda, afinal os hóspedes não queriam nada. Sentaram-se para falar um pouco sobre a actualidade.
- Humm!!! Estou a perceber. Já não tenho é tanta agilidade com os dedos, mas ainda consigo acertar num ou noutro.
- D. Rosalinda, não me diga que também está a tentar sair da garagem?
- Não Mário, agora estou a tentar acertar nos políticos.
- Ah...esse jogo também é muito engraçado. Volta e meia estão a mandar-me mails. É bom saber que temos pessoas que se lembram de nós, nem que seja por mail.
- Então Mário, enviar um mail é como escrever uma carta.
- Exactamente D. Rosalinda, sem ter que pagar sêlo.
- Lógico. E com a vantagem de nos podermos rir um bocado.

CONDUTOR DESENRASCADO

- Então Mário, não vê que chegaram pessoas?
- Óh D. Rosalinda, peço imensa desculpa mas estava aqui a tentar sair da garagem?
- Da garagem Mário!?
- Desculpe D. Rosalinda. A Srª. até há-de pensar que eu sou maluco....
- Se não é parece. Que raio de coisa é essa que está para aí a dizer???
- Olhe D. Rosalinda, um amigo enviou-me um jogo por mail, que me estava a deixar tão entusiasmado que eu nem sequer estava com atenção aos hóspedes.
- Pois isso reparei eu, vá lá então Mário e depois pode continuar a "brincar" às garagens.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

FLUVIÁRIO MEDIEVAL

- Ai Susana, já não aguentava o cheiro à lampreia.
- Também eu não Luísa, ainda bem que o Fim-de-Semana dela já acabou.
- Olha Susana, confesso que nem dei por ele ter passado.
- Com assim Luísa?
- Então rapariga, o tempo esteve uma porcaria, o movimento foi o habitual e os visitantes ficaram-se pelos restaurantes.
- Mas a lampreia é para se comer mulher, não me digas que pretendias ver os visitantes a andar por aí de prato na mão de um lado para o outro?
- Não, claro que não, mas não ficava mal vê-los por aí a passear, a divertirem-se com as animações de rua, percebes?
- Claro que percebo Luísa. Assim uma coisa tipo Castro Marim, com comediantes e saltimbancos, donzelas e nobres todos bem vestidos e engalanados.
- Exacto, a dar um ar medieval às coisas.
- Pois minha santa, por aqui não há disso, duvido até que os nossos autarcas saibam que isso existe.
- É uma boa forma de animar os dias dedicados à lampreia meninas.
- Credo Mário, entraste por aí dentro, tão sorrateiro, que ninguém deu por ti.
- É verdade Susana, sorrateiro é o meu nome do meio. Então, fartas de arroz de lampreia?
- Fartíssimas Mário, tão fartas que, nos próximos tempos, nem no nome queremos ouvir falar.
- Mas por aquilo que percebi, também não gostaram do fim-de-semana a ela dedicado.
- Claro que não. Só de imaginar que nem sequer um bailarico para animar foram capazes de fazer.
- Tens razão Luísa, o que realmente fez falta foi um baile dedicado à lampreia. E para ti Luísa, o que mais fez falta nestes dias?
- Olha Mário, tirando o baile que sempre dava para aquecer um bocadito, gostava que os nossos autarcas tivessem feito uma coisa tipo o Fluviário de Mora, onde fosse possível explicar aos visitantes o percurso da lampreia, desde a foz até ao local de desova, isso sim, seria interessante.
- Bem pensado Susana, talvez para o ano essas tuas ideias sejam uma realidade.
- Só se mudarem os autarcas Mário e, mesmo assim, quem sabe se os que para lá forem conseguem mudar alguma coisa.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

ROSA COM TOMATES

- Afinal não existem motivos para alarme no que toca ao ensino e à saúde no nosso país.
- Achas Mário?
- Claro Luís, se assim não fosse, o homem não estava para ali a vender o seu peixe, como do melhor se tratasse.
- Podes ter razão Mário mas, a julgar pelo descontentamento manifestado pelas classes mais visadas pelas reformas, não creio que as coisas sejam assim tão cor-de-rosa, como pinta o nosso primeiro.
- Olha amigo Luís, conheço alguns professores e outros tantos profissionais da saúde que estão de acordo com a maior parte das reformas nos sectores que mais directamente lhes dizem respeito, por isso, e partindo do princípio que todas as reformas são feitas sob um clima de desconfiança e descontentamento por parte dos "poderes instalados" é perfeitamente natural que exista algum ruído sempre que são levadas à prática.
- Depreendo então que estás de acordo com as mudanças entretanto ocorridas em ambos os sectores.
- Meu caro Luís, aquilo que eu sei é que o país não podia continuar na direcção em que caminhava, sob pena de agravar ainda mais a sua posição face aos demais parceiros europeus e até mesmo mundiais, por tudo isso havia necessidade de agitar as águas ou se preferires, sacudir o pó, que estava há já demasiado tempo a ser varrido para baixo do tapete.
- Mas não te preocupa o facto de haver cada vez mais indecisão quanto ao futuro?
- Não, não me assusta nada, até porque a minha situação e o meu medo antes deste governo assumir funções eram bem maiores do que actualmente.
- Achas?
- Claro que sim!!! Pelo menos sinto que, por exemplo, os serviços públicos estão cada vez mais voltados para servir o cidadão e que a "caça" aos prevaricadores continua a ser eficaz.
- Não sejas assim tão ingénuo Mário porque as coisas não são tão óbvias como aparentam.
- Até poderás ter razão naquilo que me dizes Luís, porém acredito que não são 3 anos de governação que podem definir em absoluto o perfil dum governo quando o que havia para fazer era tanto e tão difícil de concretizar.
- Quer então dizer que está preparado para reconduzir este governo nas próximas eleições?
- Este governo, na totalidade, não direi, mas este 1º ministro com toda a certeza.
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